Sentado à sala dos suicídios
© DE João Batista do Lago
Sentado à sala dos suicídios
Revi-os todos. Um por um.
De nenhum deles quero renascer!
Sentado sobre minhas tumbas
Assisto o desfile das carcaças
Condenadas à morte
Outrora, quando me era folião
Entrudo dos carnavais da vida
Sentia o gosto do mel
Agora, da corte do meu patíbulo
Vejo a sangria de cada ferida
Cantando loas, aos condenados, em vida
Já não me aquece o desespero de tê-la
Como dantes se fizera precoce:
Modelo que não sabia mor…
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Añadido por João Batista do Lago el julio 6, 2009 a las 9:41pm —
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GLOBALIZAÇÃO
© DE
João Batista do Lago
Do consenso saiu a máxima:
“É preciso globalizar os mercados”.
Daí em diante disseram mais:
“Derrubem tudo…
Todas as barreiras derrubem. Façam cair todos os muros.
Não poderá haver limites para o capital.
Os lucros são mais importantes que homens”.
E assim deu-se a Globalização!
Criou-se para toda nação
um deus-mercado…
Mito sagrado da dominação
Aos poucos foi espalhando pelo mundo
O credo da igreja de Washington
Pecado agora é deso…
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Añadido por João Batista do Lago el abril 8, 2009 a las 4:38am —
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FOTOGRAFIA
© DE
João Batista do Lago
Neste ensaio imagético
vejo-te inclusa
neste meu solitário cósmico
deste meu campo excluso.
No meu laboratório de visões
busco toda tua presença.
Nela não me há...
Há um branco total.
Nenhuma imagem.
O filme está queimado.
A burguesa igualdade não me deixa amar-te em toda a tua ebanidade.
E mesmo na cidade dos meus sonhos, na loucura das minhas noites,
és escondida em prostíbulos onde o amor se dá como propriedade
num modo de produçã…
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Añadido por João Batista do Lago el marzo 31, 2009 a las 1:15pm —
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Esse Homem
de
João Batista do Lago
Não temo a sorte da destruição
Há nela por sorte toda evolução
Assim é preciso rasgar o véu da Maia
Romper com o podre ventre da Sophia
O equilíbrio só irrompe da revolução
Que nasce da matéria e não da Filosofia
Que adultera o útero da mente da Razão
Prado real do nascente Anti-humano
Fulcro do concreto criador da negação
Operário que se constrói de Ciência
E que não perde da terra a consciência
Esse homem há que vingar por certo
De t…
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Añadido por João Batista do Lago el marzo 31, 2009 a las 1:12pm —
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Desconexo
de
João Batista do Lago
Estou debruçado
na janela do mundo
O mundo que não é mundo
apenas representação do mundo
Que trago dentro do meu “espírito”
Que não é espírito
Que se pensa real
Mas nele não há realidade alguma
Quero dizer uma palavra
Mas a palavra não fala
Estou mudo no meu grito
Que grita todas as dores
Que são amores indormidos
Nas almas das gentes que não são gentes
Que se pensam deuses imaculados
Que se julgam reis bajulados
Pelos escravos criados de…
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Añadido por João Batista do Lago el marzo 31, 2009 a las 1:09pm —
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Cálice
João Batista Lago
Já vem você de novo
Com essa “estória” de revolução...
Não as creio.
São metáforas dos despóticos
Párias revolucionários são
Ademais ditadores da dominação
Não me venhas pois
Falar da liberdade
Quando de liberdades
Só pretendes minha prisão
Não me venhas falar de
Igualitarismo quando, em verdade
Só me desejas desigual
Da tua ditadura democracia
Não me venhas, enfim
Com ideologias: todas iguais
São consciências falsas
Simulacro de todas deidade…
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Añadido por João Batista do Lago el marzo 31, 2009 a las 1:07pm —
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Autocídio
de
João Batista do Lago
morro-me a cada instante
da desesperada dor da fome
morro-me em cada semblante
que se consome no desesperado desabrigo
morro-me nos olhos da criança abandonada
morro-me na juventude drogada
morro-me no pai sem trabalho
morro-me no filho sem atalho
morro-me na mãe que se morre na família
morro-me na falta da floresta
morro-me quando se morre
o lago, o riacho, o rio e o mar
morro-me, enfim, quando Pandora morre-se
(...e de tanto me morrer a…
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Añadido por João Batista do Lago el marzo 31, 2009 a las 1:02pm —
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