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Esse Homem

de João Batista do Lago

Não temo a sorte da destruição
Há nela por sorte toda evolução
Assim é preciso rasgar o véu da Maia
Romper com o podre ventre da Sophia

O equilíbrio só irrompe da revolução
Que nasce da matéria e não da Filosofia
Que adultera o útero da mente da Razão
Prado real do nascente Anti-humano

Fulcro do concreto criador da negação
Operário que se constrói de Ciência
E que não perde da terra a consciência

Esse homem há que vingar por certo
De toda incerteza da não-matéria
Que vingará da ontogênese da miséria

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