Mil y un Poemas

Espacio para compartir tus poemas

FOTOGRAFIA

© DE João Batista do Lago

Neste ensaio imagético
vejo-te inclusa
neste meu solitário cósmico
deste meu campo excluso.

No meu laboratório de visões
busco toda tua presença.
Nela não me há...

Há um branco total.
Nenhuma imagem.
O filme está queimado.

A burguesa igualdade não me deixa amar-te em toda a tua ebanidade.
E mesmo na cidade dos meus sonhos, na loucura das minhas noites,
és escondida em prostíbulos onde o amor se dá como propriedade
num modo de produção modernista incapaz de se permitir os
fulgores amantes da multiculturalidade.

As mentes diafragmáticas estão fechadas...
O flash não mais dispara feito clarão relâmpico, para
iluminar todo o breu da minha escuridão notúrnica, que
precisa urgentemente
dessa tua imagem resplandecente para
reacender o fogo e dissipar a diáspora para o
Tártaro mais profundo da existência de Gaia.

(Amanhã será outro dia e nele a certeza da tua foto hei de imprimir!)

* * * * *

Fotografia do Mito

de João Batista do Lago

Não fora tu
Ó mito desencarnado
Da terra
Não me nascera
Não me crescera
Não me vivera
Não me morrera

Não fora tu
Ó mito desencarnado
Da terra
Deus não me era
O sacrifício não me dera
O pecado não me fizera
A alma não me desidera

Não fora tu
Ó mito desencarnado
Da terra
Verdade houvera?
E a vida essa quimera?
E a alma que desespera?
E a morte sempre uma espera?

Não fora tu
Ó mito desencarnado
Da terra
Não me construíra dúvida
Não me espelhara sem dúvida
Na infinita finita dor do ser de não-ser
Do não-existir do eterno existir

Não fora tu
Ó mito desencarnado
Da terra...

Compartir 

Añadir un comentario

¡Necesitas ser un miembro de Mil y un Poemas para añadir comentarios!

Participa en esta red social

Acerca de

Gema Gema creó esta red social en Ning.

Fotos

Cargando…

Distintivo

Cargando…

© 2009   Creado por Gema en Ning.   Crear tu propia red social

Emblemas  |  Reportar un problema  |  Privacidad  |  Términos de servicio

Iniciar sesión en el chat