Mil y un Poemas

Espacio para compartir tus poemas

Sentado à sala dos suicídios

© DE João Batista do Lago

Sentado à sala dos suicídios
Revi-os todos. Um por um.
De nenhum deles quero renascer!
Sentado sobre minhas tumbas
Assisto o desfile das carcaças
Condenadas à morte

Outrora, quando me era folião
Entrudo dos carnavais da vida
Sentia o gosto do mel
Agora, da corte do meu patíbulo
Vejo a sangria de cada ferida
Cantando loas, aos condenados, em vida

Já não me aquece o desespero de tê-la
Como dantes se fizera precoce:
Modelo que não sabia morrê-la...
Hoje desfilo todos os meus suicídios
Gerados na sacristia das minhas angústias (e)
Aplaudo com carinho todos os meus dissídios

Deem-me férias, pois, todos os deuses
Sacripantas que açulam pretendidos e puritanos e damagogos
Deixem-me suicidado diante de vossos cadafalsos
Aliterem-me como a miudeza dos pingos das chuvas
Como o eco de todas as dores do mundo...
Mas deixem-me sentado à sala dos suicídios

Compartir 

Añadir un comentario

¡Necesitas ser un miembro de Mil y un Poemas para añadir comentarios!

Participa en esta red social

Yara Sahd Salloum Comentario por Yara Sahd Salloum el julio 6, 2009 a las 10:07pm
Que fortes e amargas palavras,nesse seu belo poema.
Muito triste quando nos arrancam nossos sonhos e a esperança!
Obrigada João Batista!
Bjs
Yara

Acerca de

Gema Gema creó esta red social en Ning.

Fotos

Cargando…

Distintivo

Cargando…

© 2009   Creado por Gema en Ning.   Crear tu propia red social

Emblemas  |  Reportar un problema  |  Privacidad  |  Términos de servicio

Iniciar sesión en el chat